domingo, 29 de setembro de 2019

Palavras Paralelas: NoName

Uma estreia absoluta!

Neste espaço, vou percorrer palavras vossas em textos espontâneos, sem grande rigor e claramente descontraídos e com alguns links para quem quiser seguir.

Vou começar por algumas descobertas minhas no blogue Metamophorsis, da minha querida NoName.

 
Hoje, à noitinha, conta-me a história de Ícaro, para eu adormecer.
Por certo, a lua, não me roubará as asas” (NoName)
 

Era uma vez uma rainha,

a do Norte…

O que seria de uma história, para embalar, sem tal expressão?

Ora, no reino dos sete blogues, todos sabem que, a Norte, por muito que tenham Pinto da Costa em consideração…  não é este que detém o trono de ferro.

O Inverno está a chegar, o Verão já é passado, restam-nos as palavras. As minhas, as tuas e as daqueles que partilham diariamente uma voz.

A noite cai, um pouco mais apressadamente, com vestes um pouco mais frias, quase gélidas, enquanto as estrelas brilham e rivalizam com uma lua cheia, bela, grandiosa e radiante, a transformar um mundo de sombras em arte.

Da torre mais elevada, pode ver uma pequena e bela raposa, a beber água do ribeiro que circunda o castelo e cujas águas parecem refletir diamantes.

Embrulhada em seda fina que ata com nós de renda, continua a contemplar o horizonte, a floresta de árvores centenárias, que parecem transmitir um misto de terror e paixão pelo risco, numa dicotomia de tudo ou nada e de onde alguns lobos parecem espreitar, algo de usual com eleições à porta.

Pode avistar os agricultores ainda a regressar da lavra, os guardas na habitual ronda, uma coruja em pleno voo, alguns acenos, até porque, o povo, sempre gostou do seu lado lunar, agora, em tons de Outono, com as estrelas já alinhadas, quais candeeiros de rua inclinada de calçada antiga.
Desloca-se, sobe as escadas em direção ao cimo da torre, olha para o infinito, bem sabendo que os olhos do reino estão centrados nela.

Habituada a fugir do sol e da lua, para ser apenas sombra, dá início a um cântico numa língua perdida, olha em arredor e procura aquele espaço vazio na madrugada, um eco confuso, onde o dia e a noite vivem em amor platónico, abre as asas e sente o doce sabor a liberdade.
 
 


 
 

18 comentários:

  1. A evasão só é solução se vertida
    em escrita linda
    Ah, e a Liberdade
    por definição
    não se limita ao sabor doce de um nosso voo
    se por todo o lado as grilhetas
    do medo
    do preconceito
    da arrogância
    da alienação
    as asas se amarram

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    1. 2 verdades numa escrita poética... a demonstrar que pela beleza da escrita também se pode comunicar...

      Grande abraço e continue assim, a lutar, por si e pelos outros.

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  2. Não se faz. Isto não se faz! É demasiado, para tão pouco eu.

    Sempre ouvi fizer que a beleza (mesmo a das palavras) está nos olhos de quem a vê/lê, só por isso não te condeno a 7anos com o Pinto da Costa.

    Obrigada, Sam

    Tenho-te como um mouro (leia-se pessoa de Lisboa)de coração lindo. Posso dar-lhe um toque de azul?

    :-)

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    1. Quem me dera que o Pintinho fosse o presidente do meu clube... (risos)

      É mais do que merecido, a dificuldade está na escolha. Ainda na minha resposta a um comentário da Céu, numa das últimas publicações, referi que escrever, por vezes, como que nos define, e a tua escrita, tem personalidade própria e quem se habituar a ler a tua inspiração, vai começar a "reconhecer-te"

      Beijinhos

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    2. Tu tiraste o dia para me deixar envergonhada, pá!

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  3. E são mesmo paralelas, as suas e as da Nomame e algo superlativas, direi mesmo.

    Parabéns pela beleza do texto que escreveu e por ter sabido tão bem aproveitar, percorrer, como mto bem diz, extratos de textos da sua amiga e comentadora, que escreve muito bem e com sensibilidade, acrescentarei.

    A imagem está mto terna e de acordo com o seu post. Estão ambos de parabéns!

    Beijo e boa semana!

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    1. Beijo e boa semana.

      Muito obrigado pelas palavras. A Non tem sensibilidade e tem algo mais que transporta para as palavras dela.

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  4. Um exercício de escrita levado a cabo com muito sucesso e com aquele toque que te caracteriza.Gostei muito.

    Beijo meu


    (Em breve...Sam. Isto tem andado difícil.)

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    1. Muito obrigado Ana, já com saudades...

      Já num comentário a um texto anterior a Céu acabou por deixar no ar e acho que, no fundo, isso deixa-me feliz, com tudo o que espero ir melhorando (porque é a minha natureza), penso que, sem nada ter feito nesse sentido, tenho uma "escrita" muito minha, tal como quando vou à tua casa virtual me deparo que aquele estilo único made in Ana Tapadas...

      Muitos beijinhos e não te preocupes, temos tempo, eu ainda vou de férias (sorrisos)

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  5. O Rui Tovar dizia que quem chuta assim não é gago.
    Eu agora comento quem escreve assim não é gago.
    Aquele abraço, boa semana

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    1. Muito obrigado Pedro, a Non merece.

      Aquele abraço e bom início de semana

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  6. Gostei do seu texto que é muito belo. Confesso que gostei mesmo do poema de noName.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  7. Olá!

    Muito obrigado, Graça. A Non tem voz nas palavras... Beijinhos e boa semana.

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  8. Abre as asas e dá voz à liberdade....
    Que beleza o texto e o poema....
    Obrigada pela visita
    Beijos e abraços
    Marta

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  9. Boa noite, Sam!

    Espero k esteja bem. Eu estou um pouco exausta e por isso já deveria estar a dormir, mas qto mais cansada, menos sono tenho. Paradoxos!

    Quero retificar no meu comentário acima o pseudónimo da "rainha do Norte", como, terna e graciosamente, lhe chamou.

    noname, assim é k está correto. Sorry!

    Boa semana!

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  10. Muito bem escrito. E seguindo os links acabo de descobrir um blog da Noname que desconhecia.
    Abraço

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  11. Um belo exercício, em que os versos de NoName se encaixam perfeitamente.
    É o poder das palavras que nos liga a todos num precioso elo de comunicação.

    Abraço

    Olinda

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  12. fantástico. Vou visitar o blog :)

    Beijinhos e bom fim dr semana
    danielasilvaoficial.blogspot.com

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