quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Uma Imagem por um texto: “Aceito”


Lá fora, uma trovoada seca parece fazer tremer o velho edifício, localizado em plena zona J. A temperatura teima em manter-se algo elevada para um Outono que se despede, ao mesmo tempo que, Ana, a secretária, insiste em antecipar o fim dos tempos, com previsões de um terramoto de tal dimensão, que por si só, será capaz de salvar este cansado planeta do mais destrutivo dos seres, quando, o telefone, a desperta para uma outra realidade.
- Agência Ó, bom dia! Fala Ana Margarida. Se perdeu, nós encontramos, se lhe devem, nós cobramos. A nossa linha de serviços cobre maridos e mulheres pouco fiéis, saídas à noite de jogadores de futebol em véspera de jogo, roubo de joias…
Impaciente, Téstiq interrompe – Bom dia! Peço desculpa, gostava de falar com o Senhor de Ó, é urgente, diga-lhe, por favor, que chove lá fora, as nuvens cobrem o horizonte, mas, o sol, esse, brilha para todo o sempre.
- Meu Deus!!! Estou tão nervosa, logo hoje, eu sabia que os relâmpagos não podiam simbolizar nada de bom.
Por detrás de uma secretária impecavelmente arrumada, onde cada folha parece ter o seu espaço desenhado, o Senhor de Ó, com cabelo e a barba impecavelmente cortados, de fato escuro, à medida, modelo de última Estação, comprado em Paris, lenço na lapela, sapato italiano, com um TAG Heuer no pulso esquerdo, aceita a passagem da ligação.
- Bom dia! O canário voou para lá das nuvens, encharcado pela chuva que só o sol secou.
- Aceito o passarinho frito Agente Ó.
- Sempre um prazer Agente Téstiq. Em que é que posso ser útil?
- A Agente A. perdeu o Cartão do Cidadão.
- Não…
- Sim…
- Não…
- Garanto-lhe que sim… Não temos tempo a perder, por debaixo da cadeira onde está sentado vai encontrar uma carta com tudo o que necessita saber.
Ó, sem se levantar, dobra-se e percorre a parte debaixo do assento, conseguindo com a ponta dos dedos descolar a tão valiosa indicação.
Lê em profundo silêncio, “Dizer que te amo, é dizer I love you ou je t’aime, naquele espaço e tempo só meu, tornado nosso, pelas 11 horas. Don’t be late”.
De olhar brilhante e determinado, Ó prepara-se para sair, mas, Ana tenta demovê-lo – Senhor de Ó, por favor, não faça isso… está seguro conhecer todos os riscos? – com as lágrimas a escorrerem-lhe pela face, continua – A vida, como a conhecemos, jamais será a mesma. Está a hipotecar o seu futuro, os seus bens, a sua juventude e a sua liberdade… não faça isso, por favor…
- O carro já está à espera. Ana, eu volto… - Mantém o sorriso - Pronto, dê cá um beijinho, a guerra pode esperar mais uns segundos.
Chegado ao destino, o motorista abre a porta de trás para lhe permitir a saída e prossegue caminho por um extenso areal, com o mar por companheiro.
Chegado por fim à zona de ação, sente um tremor nas pernas, uma ligeira falta de ar e o peso dos muitos olhares centrados em si. Diz a si mesmo que tem de ser forte, este é o momento há muito esperado.
Avança, inicialmente a medo, até que a vê e sente o pulsar mais forte, uma ligeira transpiração, uma luta furiosa entre a adrenalina e a ansiedade, com redução dos índices de oxigénio.
Linda como um dia de verão sem nuvens, rodeado por um imenso oceano de flores, linda como a vida, a sua, tornada deles, assim estava Alice, sua noiva, num altar improvisado no meio da praia, rodeados por familiares e amigos, numa história que não terminou, limitando-se a começar, com um “aceito” e um beijo.
“Aceito”



Esta interrupção das férias que ainda não começaram, aconteceu pela insistência da Noname que basicamente me obrigou a participar…  (Sorrisos) pelo que peço desculpa à Flor, do blogue “A faca não corta o fogo” por invadir o desafio dela, cujo belo texto pode ser lido AQUI

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Volto em Dezembro

Este regresso à blogosfera tem sido surpreendente, pelo talento que tenho conhecido e igualmente, pelo reencontro com blogues amigos do passado.
Dado estar a aproximar-se um momento muito esperado (por mim – sorrisos), este blogue vai entrar de férias uns dias antes de mim e provavelmente vai regressar, também, uns dias depois do meu regresso ao trabalho e à realidade.
O meu obrigado, e um até Dezembro, boa inspiração para todos.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019


Não se pode perder alguém, quando em mente e coração sempre esteve, sempre estará, connosco.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Palavras Dispersas: Geração Olimpo


Vejo com naturalidade que cada geração acabe por pensar estar uns furos acima na escala evolutiva em relação às anteriores… culpem a tecnologia, a educação ou a proteção em excesso…
Em boa verdade, acredito ser algo inato à força da juventude, à sede por novas experiências, ao desconhecimento do lado duro que a vida também sabe ter, ao sentimento de imortalidade e invencibilidade, de idades onde é suposto haver muito poucas obrigações do tipo, estudar, não levar o cão à rua,  não levar o lixo à rua, aquele mesmo que defendem ser reciclado (e bem) e num dia bom, ajudar a levantar a mesa após o jantar.
As gerações anteriores à minha, tiveram direito ao cinema com voz, a uma televisão a cores, a discos de vinil… um luxo. As gerações imediatamente anteriores a estas, lidaram, muitos, com a fome, escolaridade resumida a quatro anos, isto para quem tinha sorte… e para avançar mais do que isso, já só mesmo para aqueles de bom sangue.
A minha geração teve a sorte de ter mais tempo livre durante os anos escolares, a sorte de não ter aplicações e computadores e telemóveis até uma fase já bem evoluída, o que permitiu a alguns de nós, ler, ler muito, jogar futebol na rua, saltar à fogueira nos santos populares, com quatro meses de praia nas férias de verão.
Acredito que, até aqui, para além do bom sangue, as gerações tiveram de lutar, de trabalhar, para obter cenas e coisas, desde o nosso bem-estar, ao estilo de vida que se acabe por ter.
Talvez seja má interpretação minha, mas, estas nossas supergerações, têm um iphone de última geração, e, meus amigos, entendam de vez que não pode ser outro, até porque, o Android não é digno, e, têm carro, normalmente de gama aceitável, mesmo se em segunda mão, estudam com os pais a pagar a estadia, a propina, a habitação, as noites e as roupas de marca, é claro.
A minha geração já era vaidosa e os pais já ajudavam. Aos quinze anos eu tinha a sorte de receber quinhentos escudos para gastar e só tinha que não os usar durante três meses para comprar um disco. Fomos a denominada geração rasca, mas talvez a última geração que foi ensinada a não pedir, a não exigir… e não apenas por questões financeiras. Acima de tudo, era importante aprender que tudo na vida tem um preço.
Faz um ou dois meses, em conversa com um miúdo desta nova geração, alguém com uma boa mente (sem ironias), com acesso a todas as mordomias supramencionadas, a acabar o mestrado numa universidade pública, caindo a conversa no ordenado mínimo. E, fiquei colado à cadeira quando a propósito do ordenado mínimo, o menino saiu-se sem ponta de ironia, com um “muito razoável”. Mantive a calma que me é característica, ou a falsa calma e não consegui deixar de dizer: “para quem vive em casa dos pais, é claro. Experimenta pagar casa, água, gás, luz, passe social, apesar desta última medida populista ter permitido pela primeira vez em décadas ao passe de transporte a verdadeira dignidade da denominação social… e que esqueçam o carro, entre o valor das reparações, do imposto de selo, do seguro ou do combustível…"
As minhas sobrinhas não são diferentes, e, digo com amor, têm boas mentes, a cabeça no sitio, simplesmente, parece-me que, estas novas gerações não aprenderam o valor das coisas, porque a minha geração rasca, passou a geração que paga sem questionar, porque, tal como gerações que lhes antecederam, está a oferecer o que não teve e por outro lado, a compensar pelo tempo que não tem e pela paciência que lhe falta …
Sem ensinar a destrinçar o valor/custo/sacrifício, este “amor” não terá nunca retorno…

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Palavras Dispersas: Sem tempo para errar

Penso que somos impacientes por natureza, pouco tolerantes, muito centrados em nós mesmos, com preconceitos que normalmente nem sabemos que temos, com uma lista de defeitos que balança com a de virtudes.
Falamos em xenofobia, falamos em preconceito, falamos em religião, falamos em ecologia, entre muitos outros temas.
Falamos em igualdade, mas, não estamos dispostos a ajudar o terceiro mundo, nem a baixar os preços praticados com medicamentos e a gastar o suficiente para ensinar a serem autónomos. Num exemplo que nos é próximo, passou pouco mais de cinco anos e a solidariedade para com Portugal e Grécia… que pode ter parecido muito… acabou por ser insignificante e mesmo cruel, normal quando gregos e portugueses gostam pouco de trabalhar.
A bem da verdade, há que ter presente que entre o ideal e o real, vai muito esforço, muita luta, muita continuidade e infelizmente, muitos anos até que se possa eventualmente concretizar num plano aceitável para os meus e nossos conceitos de Humanidade.
Entendo muito bem e subscrevo, não aceito a desigualdade, sabendo que, infelizmente o mundo necessita de mais tempo e muita determinação.
Durante séculos, muitos, o papel da mulher chegou à invisibilidade, hoje, claramente não o é e, apesar da luta estar longe de terminada, o caminho, esse, está bem adiantado, sabendo que este planeta tem diferentes cantos, nem todos no mesmo patamar de evolução.
Falamos de religião, do mundo árabe, esquecendo o que nos custou livrar da inquisição e pior, quando, das religiões “aceitáveis socialmente”, algumas conseguem impedir os médicos de atuar e outras fazem negócio por conta da fé.
Falamos de xenofobia, pelos atos lamentáveis daqueles que se julgam superiores, pelos atos cobardes de quem incita, escondido por detrás de um computador/telemóvel, quando ainda encontrarmos pessoas dentro de contentores, quando rejeitamos refugiados, quando quando quando….
Falamos em preconceito, mas achamos ser um direito dar voz a um qualquer Hitler de trazer por casa que dê voz a pensamentos… a liberdade de expressão não é justificação para a ignorância e pessoas mal educadas.
Falamos em ecologia, sem a praticar.
Falamos em unir, enquanto os nossos idosos permanecem ao abandono.
Evolução requer tempo, enquanto este nos parece querer dizer que já não há muita margem para errar...

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Segundo a Segundo, com sentimento e sentido de gratidão

A ideia de um bom momento, talvez acabe por ficar marcada por um sentido de gratidão, não necessariamente com conotação religiosa, mais até, com um pensar que algo vale a pena, que fez-me bem e que gostei do calor que senti no mais ínfimo do meu ser.

Aproveito para deixar aqui, o meu muito obrigado, a todos os que responderam a este meu desafio, sabendo que fiquei de alma cheia.
 
São eles:

- Marta Vinhais, pelo seu “Até podia”, escolheu a beira mar (Com Amor);
- Mineirinho, “pela felicidade”, partilha uma das minhas canções favoritas de todo o sempre… de Tom Jobim, Felicidade (Mineirinho) e num poema que dedica “uma canção, que faça reviver de encantamento. Não à agonia com festas no coração” e criando “notas suaves para o momento”;
- Roselia Bezerra, com uma “felicidade ímpar”, vê “felicidade naqueles que acreditam nela”, num “contentar-se em amar de todo”, sendo que a vida está mesmo ao nosso lado… em tudo o que se faz… no amor, nas flores, na cumplicidade, com uma doce escolha musical (Escritos d'Alma);
Rogério, pelo fado e por mais um exemplo de vidas com passado, que ainda olha para o presente e mostra que há muito por que lutar (Conversa avinagrada);
- Céu, partilhou nos comentários, um poema explosivo de emoções e provocações, entroncadas por jogos de palavras tão inteligentes quanto sedutores que provam que a vida é calor, é partilha, é a intensidade de estar presente. (Ausente do Céu);
- Chica,procurando felicidade” encontra-a no essencial, nas pequenas coisas, naquilo que está perto e  nem sempre visível (Chica escreve por aí);
- Teresa, com uma “declaração de amor à vida” delícia, com uma escrita poética que a mim, pessoalmente, me arrebata. (Ematejoca Azul);
- Noname, com o “Celebrar a Vida”, sendo que “A realidade da vida é sempre diferente do que imaginamos e um dia, tudo mudo, todos mudamos de lugar” (Metamorphosis);
Não posso terminar sem um agradecimento especial à grande Senhora que é a Elvira (Sexta-Feira), por uma partilha que me faz ter a certeza de quanto bom é viver… e penso que, se, nos momentos menos bons, temos de “agarrar-nos a algo”, são essas memórias, as que nos seguram, as que nos fazem regressar e lutar por mais… por mais vida e por mais bons momentos…
O meu muito obrigado, a Todos.
 
 
 
 

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Palavras Dispersas: A vida é apenas um segundo após o outro

De pouco importa os muitos planos que tenha, de nada importa o mérito, ou, a ausência deste… a vida, essa, é mesmo, apenas, um segundo após o outro…
Quantas vezes esperamos desesperadamente pelo fim de semana?
Quantas vezes desesperamos pelas férias?
Quantas vezes criticamos o outro?
Quantas vezes não conseguimos ver que a vida e o “momento” estão ali, mesmo ao lado… (não digo felicidade ou o Rogério vai “cair-me em cima” – risos).
Hoje, perdoem-me as incorreções, vou deixar o Português puro, bem escrito, lírico, provocador ou intelectual para pessoas de quem gosto muito, apesar de não as conhecer ao vivo e a cores… como a Céu, a Teresa e a minha querida Ana Tapadas.
Portanto, Rogério (risos) hoje, com ou sem provocações, vou usar a palavra Felicidade, sim, felicidade…
Vejo pessoas a sentirem-se miseráveis, quando tudo, pode ser uma questão de postura e coragem. Veja-se o exemplo dado pela Senhora Elvira num dos seus contos. Um personagem perante o conhecimento da morte, escolhe viver...
A vida, se para ela olharmos com olhos de ver, tem umas cores fenomenais, tem brilho, tem cheiros, tem uma multiplicidade de variáveis prontas para nos dar aqueles momentos para os quais foi desenhada... e, nunca, mas nunca, tenham medo de serem... isso, felizes. É um sentimento egoísta, utópico, incorreto... seja...
É verdade,
Mas, se achamos que estamos a ser felizes... o que importa para aquele precioso momento, parado no espaço e no tempo... é que efetivamente fomos...
Gosto de repetições, nas palavras, sabendo que delas uso e abuso, com carinho, paixão e muito amor, é claro.  Gosto, também, de regressar aos lugares já visitados, bem sabendo que só tenho uma vida e que há todo um Mundo à minha espera. Repetições no amor? Claro, sabendo que já não tenho vinte anos e com este meu coração, já conquistado.
Gosto de conversas francas, divertidas, com sentimentos, servidas com um copo de vinho e uns aperitivos, na época que se avizinha, à lareira. Podem até escolher a região... Eu diria Alentejo, mas depois, a Noname teria muito certamente "coisinhas" para dizer, muitas (sorrisos)
Pouco importa os muitos planos que tenha, pouco importa o que fiz da vida, ou, o que deixei de fazer… a vida, essa…
Quantas vezes nos aborrecemos no e com o trabalho?
Quantas vezes nos aborrecemos com o que esperamos da vida?
Quantas vezes acabamos por ser preconceituosos, mesmo quando não nos temos nessa conta…
Quantas?
Quantas vezes não conseguimos ver que a vida é o momento, aquele momento… só nosso ou partilhado, simples ou complexo…
Hoje, perdoem-me o atrevimento, vou deixar, aqui e agora, um desafio… seja por texto, conto, poema…
Celebrem a vida, por imagens, palavras… escolham o título, o que quiserem, mas celebrem…

O vosso blogue é uma "voz", usem-na...

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Continuação de boa semana

Por dificuldades informáticas, este blogue tem estado em pausa. Espero nos próximos dias voltar a ter computador em casa...

Continuação de boa semana

domingo, 29 de setembro de 2019

Palavras Paralelas: NoName

Uma estreia absoluta!

Neste espaço, vou percorrer palavras vossas em textos espontâneos, sem grande rigor e claramente descontraídos e com alguns links para quem quiser seguir.

Vou começar por algumas descobertas minhas no blogue Metamophorsis, da minha querida NoName.

 
Hoje, à noitinha, conta-me a história de Ícaro, para eu adormecer.
Por certo, a lua, não me roubará as asas” (NoName)
 

Era uma vez uma rainha,

a do Norte…

O que seria de uma história, para embalar, sem tal expressão?

Ora, no reino dos sete blogues, todos sabem que, a Norte, por muito que tenham Pinto da Costa em consideração…  não é este que detém o trono de ferro.

O Inverno está a chegar, o Verão já é passado, restam-nos as palavras. As minhas, as tuas e as daqueles que partilham diariamente uma voz.

A noite cai, um pouco mais apressadamente, com vestes um pouco mais frias, quase gélidas, enquanto as estrelas brilham e rivalizam com uma lua cheia, bela, grandiosa e radiante, a transformar um mundo de sombras em arte.

Da torre mais elevada, pode ver uma pequena e bela raposa, a beber água do ribeiro que circunda o castelo e cujas águas parecem refletir diamantes.

Embrulhada em seda fina que ata com nós de renda, continua a contemplar o horizonte, a floresta de árvores centenárias, que parecem transmitir um misto de terror e paixão pelo risco, numa dicotomia de tudo ou nada e de onde alguns lobos parecem espreitar, algo de usual com eleições à porta.

Pode avistar os agricultores ainda a regressar da lavra, os guardas na habitual ronda, uma coruja em pleno voo, alguns acenos, até porque, o povo, sempre gostou do seu lado lunar, agora, em tons de Outono, com as estrelas já alinhadas, quais candeeiros de rua inclinada de calçada antiga.
Desloca-se, sobe as escadas em direção ao cimo da torre, olha para o infinito, bem sabendo que os olhos do reino estão centrados nela.

Habituada a fugir do sol e da lua, para ser apenas sombra, dá início a um cântico numa língua perdida, olha em arredor e procura aquele espaço vazio na madrugada, um eco confuso, onde o dia e a noite vivem em amor platónico, abre as asas e sente o doce sabor a liberdade.
 
 


 
 

sábado, 28 de setembro de 2019

Palavras Dispersas: Bullying

Não são fases, não é algo de novo, os tempos mudam, os anos avançam, o tipo de discriminação, muda, ou não, mas a violência mantêm-se, por mais acções de esclarecimento, por mais que se lute para colocar um ponto final a algo que parece fazer parte da natureza humana… a violência.
Será ignorância, ausência de educação familiar, uma perturbação qualquer, será em si mesmo, uma afirmação, um preconceito, a exteriorização da revolta interior, quem sabe…
 Não tem a ver com a condição social, não tem a ver com o grau de escolaridade dos pais, deixo a explicação para os profissionais…
A verdade é que os bullies de hoje serão os vagabundos ou os gestores de topo do amanhã… os de origem mais humilde, porque acabam por não promover o seu próprio futuro, os outros, porque, a bem da verdade, os conhecimentos pessoais e o dinheiro dos pais tudo acaba por tratar.
Se és alvo de bullying… não hesites (editado : abaixo, não deixar de ler o comentário do Rogério  felizmente  mais conhecedor das opções)